O STF e a licença do Ministro Joaquim Barbosa

Ministros esperam definição sobre saúde de Joaquim Barbosa

 

Ministro Joaquim Barbosa na sessão da 2ª Turma. (10/08/2010) - Carlos Humberto/SCO/STF

Os ministros do Supremo Tribunal Federal esperam uma definição sobre a situação do colega Joaquim Barbosa, que está em licença médica desde abril. A recente reportagem publicada pelo jornal do Estado de S.Paulo, com fotos em que o ministro aparece em uma festa e em um bar em Brasília, causou mal estar na Corte. Mas a renovação da licença médica não é o principal problema do ministro no tribunal. Seu afastamento apenas fez aflorar um latente desconforto interno.

A preocupação dos ministros com a situação tem a exata medida da repercussão que a licença médica e as saídas de Joaquim Barbosa por Brasília tiveram na sociedade. O assunto tomou conta da comunidade jurídica. Não há roda de tribunal em que não se fale sobre o tema.

O presidente da OAB enviou ofício ao presidente da República nesta terça-feira (10/8) pedindo que Lula acelere a nomeação do substituto de Eros Grau, que se aposentou na semana passada, por conta da licença médica de Joaquim Barbosa.

Em e-mail enviado à ConJur, uma advogada reclamava da ausência do ministro no tribunal: “As prolongadas ausências prejudicam os jurisdicionados e advogados, com processos distribuídos para a 2ª Turma e ao ministro reiteradamente ausente, que aguardam seus despachos, julgamentos e publicações”, escreveu.

No microblog Twitter, a expressão Joaquim Barbosa figurou entre as dez mais digitadas durante boa parte da segunda-feira. O conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público, Bruno Dantas, escreveu que as “notícias sobre as licenças médicas do ministro Joaquim Barbosa do STF já fizeram surgir no Twitter o movimento #AposentaJoaquim”.

Apesar de a maior parte das manifestações atacar o ministro e revelar inconformismo com o fato de ele ir a um bar durante o período de licença médica, há muitos que o defendem. “De licença médica, um paciente qualquer está necessariamente impedido de ir a uma festa ou a um bar? A mim não me parece”, escreveu o procurador da República Wellington Saraiva.

FONTE: Revista CONJUR, ed. 12/08/2010

Esta entrada foi publicada em Destaques. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta