Advogada gaúcha é suspensa pela OAB

Advogada gaúcha é suspensa por levar 20
celulares a presídio

A seccional da OAB gaúcha instaurou processo ético-disciplinar contra a advogada Luciana Kaliski Garcia (OAB-RS nº 67.593). Ela foi presa ao tentar entrar na Penitenciária Modulada de Montenegro (RS) com 20 celulares, chips e carregadores. Liminarmente, ela está suspensa por 30 doas do exercício da profissão, por decisão do presidente da entidade, Claudio Lamachia.
Na tarde do dia 15, ela falava com um cliente no parlatório quando tentou burlar a segurança e passar os aparelhos que carregava em uma sacola. Conduzida à Delegacia da Polícia Civil em Montenegro, ela assinou um termo circunstanciado por crime de menor potencial ofensivo e foi liberada.

Luciana tem escritório no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Moradora de Cachoeirinha, ela chegou ao presídio dirigindo uma caminhonete Tucson até a porta da penitenciária. Passou pela administração do local, onde deixou o documento de identidade e o próprio celular e chegou ao parlatório, local reservado para a conversa com seus clientes.

Ela estava com uma pasta, uma bolsa, uma mochila e uma sacola local onde, segundo a polícia, foram encontrados os aparelhos.

Era meio-dia, e ela pediu ao agente penitenciário que chamasse seu quinto cliente. No momento que o agente deu as costas para a sala, ela teria se dirigido à cela onde os detentos aguardavam pelo atendimento. Segundo a polícia, quando entregou a sacola com os aparelhos aos presos, ela acabou detida.

O serviço de inteligência da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) monitorava Luciana desde janeiro, quando recebeu informações de que a profissional estaria repassando telefones.

A Penitenciária Modulada de Montenegro abriga 1.105 presos, mas tem capacidade para receber apenas 400 reclusos. Atualmente são 920 detentos na ala masculina e 185 na feminina.

O caso – sob o prisma advocatício – será analisado pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB.

A Ordem está requerendo ao delegado responsável pelo caso a documentação produzida durante e após o ato de prisão, disse o presidente Claudio Lamachia. (Proc. ético disciplinar nº 292533/2011).

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