OAB concede inscrição a Joaquim Barbosa

A Comissão de Seleção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Distrito Federal decidiu no dia 20 deste mês de outubro conceder registro de advogado ao ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. 

O presidente da OAB-DF, Ibaneis Rocha, havia contestado a solicitação feita para reativar o registro alegando que Barbosa feriu o Estatuto da Advocacia quando foi presidente do STF.

Durante os dois anos no comando do Supremo e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Barbosa se envolveu em diversas polêmicas com advogados.

Um dos episódios que mais causou reprovação entre os advogados, Barbosa expulsou do plenário do Supremo o advogado do ex-deputado José Genoino (PT-SP), Luiz Fernando Pacheco. Na ocasião, a OAB declarou repúdio à atitude do ministro, lembrando que tal fato não ocorrera nem durante a ditadura.

Barbosa também criticou advogados por atuarem como “juízes eleitorais”, através de “conluio” com magistrados.

Em um episódio relativo ao caso do mensalão, ele classificou como “arranjo entre amigos” a proposta de trabalho oferecida pelo advogado José Gerardo Grossi ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

 Ao conceder o registro a Barbosa, a comissão classificou como “lamentável” a postura de Barbosa em relação aos advogados, e que ela “flertou com a ilegalidade”. No entanto, afirmou que ele preenche os requisitos para reativar o registro da OAB. O relato do pedidiol, conselheiro Maximiliam Patriota Carneiro, disse que os fatos relatados na impugnação “retratam absoluta falta de verniz, de postura lhana, do impugnado, quando se reportava à classe dos advogados”.

 Caso não conseguisse o registro, Barbosa poderia recorrer ao Conselho Federal da entidade. Seu presidente, Marcus Vinicius Coêlho, já havia adiantado que derrubaria qualquer veto contra o ex-ministro.

FONTE:  Conselho Federal da OAB e site G1.

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